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Cultura
Badauí e Phil falam do sucesso do CPM 22
Grupo faz show no dia 22 de abril, na Titanium
20/04/2017  21:09

CPM 22 faz show em Aracaju no próximo dia 22, na Titanium (Foto: Portal Infonet)

Com show marcado na capital sergipana para o dia 22 de abril, na Titanium, a consagrada banda de punk e hardcore CPM 22 concedeu entrevista coletiva na Universidade Tiradentes e falou sobre inspirações, momento da carreira, o novo álbum, a formação atual do grupo e projetos futuros. O vocalista ‘Badauí’ e o guitarrista Phil (ex-Dead Fish) conversaram com a imprensa e fãs.

Portal Infonet – Vocês foram muito influentes em um público jovem da segunda metade dos anos 90 e durante toda a década 2000. Qual a estratégia para continuar atingindo o público jovem de hoje?

CPM 22 – A gente nunca pensou nisso. Sempre quisemos ser fiéis às nossas raízes em todos os CD’s que lançamos. Nunca quisemos determinar limite de idade. Depois de todo o tempo de estrada, vemos molecada de 15, 16 anos, e pais de família que iam a nossos shows a 15 anos atrás. Bandas de carreira longa tem a vantagem de fazer música independente de quem vai atingir, independente de se vai vender mais disco ou não. Fazemos o que estamos a fim, independente disso.

Não se escolhe o público para qual vamos compor, não temos intenção de agradar. É mais uma expressão. O público vai se reciclando, e é sempre bom ver gente nova nos shows.

Portal Infonet – O CPM 22 tem letras que falam de atitude, superação, motivação e relacionamentos. De onde vem essa inspiração?

CPM 22 – Vem da vida, de tudo o que a gente vive. Não é porque somos pessoas públicas que não temos sentimentos, não sofremos. Perdi meu pai ano passado e isso afeta qualquer um. Vira letra. Relacionamentos, problemas de saúde e adversidades todos enfrentamos na vida, e com o artista é igual, ainda mais se tratando de uma banda de rock.

Portal Infonet – No início, toda banda tem grandes influencias musicais. Quais são as suas?

CPM 22 – A gente ouve toda uma cena pós-punk californiana dos anos 90 que engloba pelo menos de 100 bandas. Diante de tantos estilos, só no rock, curtimos thrash, punk, pós-punk, hardcore... É uma coisa aberta, música tem isso. Às vezes ouvimos uma coisa diferente e isso pode nos influenciar.

Badauí fala sobre o novo CD e o momento da carreira da banda (Foto: Portal Infonet)

Portal Infonet – Vocês são uma das bandas remanescentes de uma gama de outras tradicionais do rock brasileiro. Como é ainda ser tão marcante na vida dos jovens?

CPM 22 – Quando decidi montar uma banda, pensei em fazer o que aprendi com minhas influencias, me igualar com eles. No novo disco, temos a participação de um vocalista de outra banda que a gente gosta, ele participou do disco. Estamos presentes na vida das pessoas assim como outras estão presentes na nossa vida. Aprendemos com bandas que lançam disco, as que eu admiro o modo de se colocar, e sempre que me perguntam, digo que quero deixar nosso nome na história de algum jeito. Deixar um legado, uma mensagem. Isso a gente conseguiu e espero que dure bastante, para sermos lembrados pelos jovens que um dia serão ‘tiozinhos’ como  a gente.


Confira outros pontos da entrevista coletiva:

Conceito do título do novo CD, “Suor e Sacrifício”

CPM 22 – Esse nome faz parte de uma música do disco, e a gente sempre procura, dentro do repertório, uma frase mais emblemática que reflete o nosso momento. Reflete o que passamos nos últimos seis anos. Esse disco é suado, a nossa carreira é suada, por tentar manter esse tipo de música vivo no Brasil, porque cada vez menos temos espaço para divulgação e espaço para tocar ao vivo, principalmente para pessoas quem não têm medo de falar o que pensa. O rock ensinou isso, o punk também, e eu vim dessa escola. É muito bom ser livre, e o disco mostra isso, ouvindo dá para entender. Fala sobre adversidades que a gente vive como sociedade.

Saída do baixista Heitor Gomes e volta de Fernando Sanchez

CPM 22 – Claro que foi legal tocar com o Heitor, é um grande músico e tivemos grandes fases. Por questões pessoais ele quis sair, e o Fernando foi convidado a fazer novamente parte do time. A banda hoje está tranquila e segura, e hoje temos uma estrutura completa. O ‘Fernandinho’ foi único que saiu com as portas abertas, por questões familiares. O barco segue e o Heitor sempre vai ser bem vindo aqui.

Phil, guitarrista, falou um pouco sobre o momento atual da cena punk e hardcore no Brasil (Foto: Portal Infonet)

Evolução da cena do punk e hardcore nacional

CPM 22 – Agora temos várias bandas novas, de moleques jovens, com discursos diferentes: político, social, de saber se portar, com boas influências musicais, e que querem crescer nisso, independente se vai ganhar dinheiro, que era o foco principal. A gente se tornou uma banda grande por acaso, foi destino, mas nunca nos preocupamos com modos de se vestir, modismos ou para agradar as pessoas. Passada essa onda que se perdeu um pouco do conceito, surgiram bandas boas como ‘Pense’, ‘B-side Kings’, ‘Bullet Bane’ e várias outras.

Projetos futuros

CPM 22 – Agora só queremos pensar nos shows. Queremos saborear esse disco, que agradou demais. Vamos cair na estrada, sem pensar em lançamentos. Só fazer shows.

Volta a Aracaju

CPM 22 – No Nodeste não tem o que falar, a gente adora essa região. Aracaju é uma cidade onde a gente come bem, tem lindas praias...o problema é o calor, que a gente não acostuma nunca. Aracaju é verão o ano inteiro, clima de férias. Nós que trabalhamos pouco, nos sentimos à vontade.

Por Victor Siqueira

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