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Segundas-feiras: Rua da Cultura na capital sergipana
A partir desse mês de outubro, as ruas da capital sergipana serão tomadas pelo Projeto Rua da Cultura, idealizado pela Cia. Stultifera Navis. Todas as segundas-feiras, será eleita uma rua para ser...
28/09/2003  09:59
A partir desse mês de outubro, as ruas da capital sergipana serão tomadas pelo Projeto Rua da Cultura, idealizado pela Cia. Stultifera Navis. Todas as segundas-feiras, será eleita uma rua para ser foco das manifestações artísticas e culturais do Estado. Confira entrevista exclusiva do Portal InfoNet com o diretor da Cia. Stultifera Navis, Lindemberg Monteiro. PORTAL INFONET - Qual a importância da Rua da Cultura? O que este projeto vem a somar? LINDEMBERG MONTEIRO - Nós somos uma companhia de teatro. Nosso projeto artístico é voltado para o teatro e para as intervenções dramáticas. Só que a gente sabe, temos consciência que nesse momento a cena de Sergipe precisa ser promovida de uma maneira mais ampliada. As companhias de teatro, como as pessoas que trabalham com música, com artes plásticas, têm que se somar, tem que se juntar para se desenvolver, para se estabelecer uma cena cultural. A gente tem plena convicção que para que o teatro se estabeleça aqui, para que a gente tenha um público espontâneo, a gente precisa estar o tempo todo fomentando, estimulando os outros setores artísticos que englobam o movimento cultural de Sergipe. PORTAL INFONET - Como nasceu o projeto? LM - A Rua da Cultura é um projeto simples. A gente tem consciência que não é um projeto complexo, é uma idéia fantástica. Ele consiste em fechar uma rua todas as segunda-feira, onde não existe praticamente nenhum evento cultural na cidade e juntar idéias, somar. Fazer com que esta rua fique fechada e que a gente possa ter esse encontro de artistas, de pessoas. Um mercado livre. A Rua da Cultura serve também para democratizar a arte. Teremos apresentações de dança, teatro, música, artes plásticas, que muitas vezes não são dados de uma forma democrática para as pessoas. A gente tem consciência disso também. A rua é um lugar democrático, onde as pessoas podem passar e expor seus trabalhos. Quem chegar é bem-vindo, é bem aceito, porque a idéia é criar este movimento, fazer um intercâmbio de idéias, fazer uma aproximação maior das pessoas da sociedade com a produção artística cultural do nosso Estado. Sergipe está vivendo este momento e ele tem que ser declarado e oferecido para a população geral. PORTAL INFONET - Por que vocês escolheram o Teatro Atheneu para o lançamento desse projeto? LM - Este é um projeto antigo nosso. Mas, com a inauguração do Teatro Tobias Barreto, foi fundamental a gente estabelecer a Rua da Cultura em frente ao Teatro Atheneu, porque a gente tem muito medo que por conta de um teatro novo inaugurado, o Atheneu seja colocado de lado. Como tivemos o exemplo do cinema Rio Branco, isso não pode acontecer com o Atheneu. Porque ele não é apenas um prédio para apresentações de dança, teatro e manifestações artísticas. O Teatro Atheneu - como o cinema Rio Branco era - é um documento, um prédio que documenta a história da nossa sociedade, não só a história de Sergipe, mas a história do nosso país. É preciso a gente estar atento - a sociedade e os artistas em geral - a esses prédios que são colocados de lado e ficam à disposição da destruição. A gente não pode deixar que o Tobias Barreto seja uma motivação para abandonar o teatro Atheneu. PORTAL INFONET - Além da Stultifera Navis, que Companhias ainda fazem parte do Projeto Rua da Cultura? LM - A idealização e produção são da Stultifera Navis. Mas nós nunca, em momento nenhum, mesmo dentro dos nossos espetáculos, deixamos de ter a contribuição de várias pessoas ligadas a arte. Porque, na verdade, é um movimento que está sendo construído. Um movimento com caras novas ou até mesmo com caras antigas que compreendem que é importante assimilar esta nova forma de fazer movimento cultural. A gente tem aqui a Caixa Cênica; a Cia 3...; a Studium Dança - que é uma escola de dança de 30 anos em Sergipe - tem o Grupo Abaô de Capoeira; a comunidade de músicos de Sergipe, que está sempre presente colaborando com a gente. Enfim, é um espaço aberto mesmo, muito democrático. A gente gosta de insistir nisso, que não existe nenhum tipo de critério para se estabelecer aqui. Existe um espaço imenso na rua. O orçamento é baixo, porque ninguém está aqui trabalhando com o cachê, é algo espontâneo dos artistas, é uma forma de os artistas colocarem para a sociedade que nós podemos e temos que investir na cultura e na arte de Sergipe. Se nós podemos investir, outros órgãos e outras instituições que têm mais facilidades e condições do que a gente, poderia investir também.
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